Blog do Preletor Cleber de Amorim

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Paulo, Um exemplo de Líder-Servidor - Liçã0 7 EBD trimestre 1 de 2010

Lição 7 Trimestre 1 de 2010

Comentário da lição 7, do trimestre 1, de 2010, da lição da Escola Bíblica Dominical, CPAD/CGADB 2010.

Comentarista: Pb Cleber de Amorim.
Contatos: 48 3433-9454; 8806-2526 - Criciúma SC.
Cleber.comjesus@hotmail.com.
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Título: Paulo, um Modelo de líder-Servidor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 6. 1-10.

II Coríntios 6

1 – E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão.

Continuando o pensamento do capítulo seis sobre a reconciliação, Paulo se declara cooperador de Cristo neste ministério. O verso 1 e 2 desta capítulo, são de certa forma uma transição de pensamentos de um mesmo conceito. Paulo fala do compromisso dos crentes no ministério reconciliador de Cristo, pregando e ensinando, o que propagaria o evangelho. Agora corroborando o tema desta lição (Paulo, um modelo de líder servidor), ele fala de cooperação, exortação (Parakaloumen em grego, ou seja, ajuda consoladora, motivadora, inspiradora), na esperança de levar às pessoas a salvação.

2 – (Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o tempo da salvação);

Referência direta a Isaías 49.8. Qual a identificação de Paulo e Isaías? Total. Tanto um como outro, anunciavam a salvação, Isaías pelo Messias que viria, Paulo pelo Messias já vindo, desprezado, morto e ressurreto. Um tem a visão futurística, revelacional, porém com certeza de efeitos da mensagem do Ungido. Outro tem a incumbência de continuar, representar e doutrinar o povo do Senhor em seu ministério. Porém, tanto um, como outro, anunciavam a salvação tanto a gentios como judeus. E cada um em seu tempo é rechaçado, resistido e desprezado em sua mensagem.

Nossa mensagem deve ser eminentemente evangelística. No verso dois isso fica evidente, pois:

1) Deus ouve, “Ouvi-te”.
2) Há um tempo aceitável segundo Deus, “Em tempo aceitável”. Que tempo é esse? A graça. Ela se manifesta quando o pecador se arrepende.
3) Deus socorre (Salmo 121.1,2) Aleluia! “Socorri-te”.
4) Dia da Salvação. Seria este um dia especial? Um dia marcado? Entendemos ser o dia da decisão por Cristo, por parte do pecador. Não cremos em destino ou dia marcado para Deus salvar. Todo dia é dia, toda hora é hora. Porém quando isto acontece, então é o “dia da salvação”.
5) “Tempo aceitável, tempo de salvação”. É a graça (João 1.17), trazida por Cristo, e agora anunciada pelos líderes servidores, os salvos, que evangelizam e prosseguem com a missão apostólica e profética (Apocalipse 19.10).

Como podemos ver, não falta argumentação para nossa missão, para nosso ministério. Bastam de invencionices, modismos e atalhos (estratégias) para realizarmos nossa missão. O evangelho é simples, objetivo e direto. É a grande arma da Igreja em sua luta contra as trevas.
Aqui termina o pensamento da reconciliação, e retorna o apóstolo a ministração de sua missão como servo, cooperador e ministro de Cristo.

3 – Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado.

“Proskomma” em grego significa tropeço, e aqui traduzido por escândalo.
Escândalo. 1 Fato ou prática imoral, condenável, revoltante; 2 Desordem, tumulto. Ximenes, Sérgio. Mini dicionário da língua Portuguesa. Ediouro, 2ª Ed. 2000.
Escândalo. 1 O que é causa ou resultado de erro, ou pecado. 2 Indignação provocada por mau exemplo. 3 Tumulto, escarcéu. 4 Fato imoral, revoltante. Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio, Ed Positivo, 7ª Ed. 2008.
Neste verso se usa este termo como alusão a queda que um mal ou falso testemunho pode gerar tanto a uma pessoa, bem como a uma sociedade inteira. Isto alude à responsabilidade que paira sobre nossos ministérios.
Hoje é um tanto comum vermos nos meios de comunicação, nas mídias, nas próprias teologias, os abusos por parte de “ministérios” e “ministros” ditos evangélicos, causando tristeza, angústia e sofrimentos aos verdadeiros santos de Cristo, que continuam pregando mesmo assim o genuíno evangelho, e enfrentando dificuldades por isto.
Há uma conotação negativa no gênero, e um conselho do apóstolo em Romanos 16.17, para que nos afastássemos dos escandalosos e do próprio escândalo. Porém Cristo também foi feito escândalo (Rm 9.33; I Co 1.23), porém no sentido inverso, pois a verdade perturba o mundo, e para os mundanos o viver segundo a vontade de Deus é sim motivo de zombaria, de escárnio. Isto sim, obra demoníaca, para desvirtuar a obra de Deus, e confundir os incrédulos.

4 – Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias,

“Ministros”. Quero trazer aqui o comentário sobre este termo, da lição 4 do 2º trimestre de 2009, quando Paulo fala também aos coríntios sobre este mesmo tema.
Paulo fala aos Coríntios que os crentes têm um papel importantíssimo no reino de Deus: Servir. Sim, Paulo usa a figura do ministério para nos ensinar o proceder como obreiros de Jesus Cristo. “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus” (I Co 4.1).

Em primeiro lugar analisemos os termos gregos que envolvem a temática:

a) Huperetas. Remador de barco (Galela), que remava no andar de baixo das embarcações, sempre regido pelo ritmo dado por um supervisor.
b) Diaconéu. Serviçal tanto de tarefas civis como religiosos. Biblicamente tem haver com servir mesas. Tem haver com o diaconato.
c) Doulos. Literalmente escravo. Douleu, serviço de escravo.
d) Leiturgo. Serviço civil e religioso pago pelo estado. Praticamente servidor público. Ou trabalhador assalariado. Geralmente indicando o serviço sacerdotal, o culto, o ritual, o levirato.

Para a palavra despenseiro, o grego fornece o termo oikomonos, que remete direto a administrador.

Bem como podemos ver tomando como ponto de partida dos termos originais das escrituras, perceberemos que em nenhuma terminologia encontraremos o obreiro, o ministro como alguém com suprema autoridade, revestido de uma aura imperial inatingível e inacessível. Pelo contrário as Escrituras nos mostram o ministro (servo, obreiro, escravo, mordomo, servidor de mesas, administrador etc.) como alguém que trabalha em função de outrem. Imbuído na tarefa de resguardar o bem alheio, e dar até mesmo sua vida pela causa do seu Mestre/Senhor.

Vejam bem, as atitudes do ministro devem ser altruístas, desapegadas e desinteressadas. Em Lucas 12.37 há um grande exemplo disso: “Bem aventurados os servos (Doulos do grego = Escravo) a quem o Senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa, e aproximando-se, os servirá (Diaconei)”

O próprio Senhor nos afirma ser ele mesmo servidor de mesas, nos dando exemplo de como proceder no Reino de Deus.

Igualmente, devemos notar que os servos devem ser chamados por Deus (Jo 15.16). A chamada é um tema muito sugestivo dentro deste contexto, pois dela advém o sucesso no ministério Cristão, afinal renunciar a si mesmo e tomar a cruz de cada dia, é a atitude exigida por Cristo a todos os que querem a salvação, mas poucos se dignam a fazer assim. Dou aqui alguns exemplos de homens chamados como Moisés nos capítulos 3 e 4 de Êxodo, Abraão em Gênesis 12, Samuel em I Sm 3, e no caso da lição em apreço o próprio Saulo de Tarso no momento de seu encontro com o Cristo da igreja em seu pleno poder (Atos 9).

A chamada deve ser confirmada por Deus! Como no caso do Espírito Santo enviar missionários na Igreja de Antioquia (Atos 13). Com milagres e obras divinas e dons ministeriais e de maravilhas. Hoje em um mundo fortemente evoluído, ciências humanas como Psicologia, Medicina, Engenharia, Administração etc, já provém métodos para gerenciamento de qualquer atividade humana e social. Devemos fugir destes preceitos puramente técnicos, e não olhar a Igreja e sua missão com olhos estatístico, administrativo e técnicos!
A Igreja de Jesus não é uma empresa, e por conseqüência não deve ser administrada como tal. O ministro não é um profissional, sua formação secular o capacita, o condiciona a ser melhor, e neste caso o Senhor também tem mais condições de usá-lo. Moisés foi educado por certo nas melhores Universidades do Egito, e teve condições de escrever sobre a Gênese do mundo, das espécies, dos astros etc. Paulo era versado, catedrático, tinha uma mente brilhante, e isso o capacitou a falar de Cristo perante autoridades, filósofos, ricos etc.

Poderemos abordar também hierarquia eclesiástica. No caso neotestamentário, se observa claramente duas classes ou posições: Os Bispos (Presbíteros ou Anciãos) e os Diáconos (Servidores de mesa), consagrados posteriormente devido às grandes demandas dos necessitados, pobres e principalmente viúvas, para liberar os Bispos à oração e a Palavra de Deus (Atos 6).

Dons ministeriais são ministrados sobre os ministros (Servos), vide Efésios 4.11. Ali Paulo relata que o Cristo dá dons aos homens (no genérico) e a uns Ele faz Apóstolos, outros Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres.

Percebemos claramente estes não como títulos ou graus hierárquicos e sim capacitações de Deus para uso no cotidiano Eclesiástico.

Em suma, ministério fala de serviço! Muito trabalho na obra de Deus. O escritor aos Hebreus diz: “Ninguém tome essa honra para si, se por Deus não for chamado como Arão!” (Hb 5.4). Porém vimos com preocupação, a inversão de valores de hoje em dia quando muitos são consagrados ao ministério por conveniências, acordos, hereditariedade etc. A Igreja não é um Reino, ela faz parte do reino de Deus. Portanto não é uma empresa ou uma Dinastia com direitos vitalícios. Onde está o chamado de Deus? As provas da chamada? Os milagres, a cooperação Divina nos ministérios?

Agora o ministro deve ter em mente que, mesmo trabalhando de forma altruísta, e renunciosa ele jamais fugirá do julgamento de seu serviço, seja aqui na terra pelos homens, pela Igreja e por Deus. Como também deverá prestar contas de seu trabalho ali na glória. Porém lá, o julgamento não será de aprovação, e sim de recompensa, com a entrega de galardões e da coroa (II Tm 4.8).

Os despenseiros ou ministros Cristãos devem ser prioritariamente pessoas abnegadas e dedicadas ao Reino de Deus, e não as suas conveniências. Deus nos tem chamado para sermos servos! Perceba, Deus chama, e isto deixa claro que antes de desejarmos ser o Senhor precisa nos permitir ser.

Ele é o dono da obra, e no caso de seu serviço Ele tem a primazia de escolha. A Timóteo, Paulo declara que Deus conhece os que são seus (II Tm 2.19). Outro ponto importante é que homens podem interferir nos planos divinos, tomando para si a honra que não lhes é devida, pois Hebreus 5.4 diz claramente que ninguém deve tomar para si a honra de ser um obreiro se Deus não o chamar! Que tristeza, a Bíblia é tão clara, mas ainda vemos pessoas não muito humildes tentando ser aquilo que de fato todos vêem, menos ele, de que Deus não está no negócio.

O ministério é árduo, espinhoso, difícil. Só mesmo os chamados resistem. Dois vocábulos são usados por Paulo: Uperetas e oikonomos significando remador e administrador respectivamente. Todos os dois no sentido de serviço laborioso, organizado e sistemático.

Os ministros deverão ter chamada específica e caracterizar-se por Fidelidade, piedade, responsabilidade, integridade e ter familiaridade com a palavra de Deus. Hoje em dia é muito fácil encontrarmos obreiros administradores, construtores e sistemáticos dentro de padrões humanos. Porém a obra carece de obreiros que distribuam os mistérios, as revelações, as dádivas, diretamente de Deus aos corações, e isto será feito a partir da utilização de dons que destacam o lado espiritual da obra de Deus, em contraste com as obras meramente humanas como construções, aquisições e conceitos baseados na lógica e ciência puramente humanas.

O verdadeiro obreiro também será aquele que sabe conviver com responsabilidade de seu chamado, as críticas que advirão desta chamada. Somos vitrine, expostos a juízos: de Deus, da Igreja, de nós mesmos e da sociedade como um todo.

Façamos das palavras de Paulo a Timóteo nosso lema: “Procura apresentar-te a Deus aprovado!” (II Tm 2.15).

“Recomendáveis em tudo”. O obreiro como ministro de Cristo, deverá acima de tudo ter a habilidade de abrir portas, caminhos (construir pontes), unir distâncias, pessoas e vidas. Em suma não haverão portas fechadas aos servos de Deus, no que depender do seu testemunho.
“Na muita paciência”. Do grego “Upomone”. Além de falar de espera também fala de constância, firmeza. Paulo precisou muito desta característica, tanto que fala que teve (tinha) muita paciência.

“Nas aflições”. “Thlipsis” é um termo grego e genérico que aponta para várias formas de aflição derivadas de várias formas de oposição, contra algo ou alguém. Logo nossas aflições derivam de vontade externa a nossa.

“Nas necessidades”. Necessidade, calamidade ou privação, são palavras correlatas em suas significações, pois procedem do mesmo termo grego “Anagke”. As situações da vida ministerial, as vezes, pode ser comparada a falta de recursos gerada por uma catástrofe, uma calamidade como um terremoto, uma enchente etc. Isso entendido por citações do apóstolo como nudez, fome ou enfermidades.

“Nas angústias”. A etimologia do texto grego “stenochoria” denota um estreitamento ou confinamento. Angústia é o sentimento derivado disso, desta situação extrema.

Todos estes termos usados neste verso dão a idéia das condições extremas enfrentadas pelo apóstolo para o cumprimento de sua missão evangelística. A análise das terminologias no original dará expansão ao pensamento exegético, contextual e circunstancial.

5 – Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,

Ao contrário do verso quatro onde o apóstolo descreve genericamente as situações e conseqüências delas, neste há a descrição de fatos que colocados lado a lado formam um conjunto de fatos observados em toda a narrativa de Atos, quando narrando o ministério de Paulo. Açoites, prisões, tumultos, trabalhos, vigílias e jejuns, dão a idéia da intensidade e dificuldades do ministério paulino

6 – Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido,

Seguindo no pensamento da boa recomendação, do bom testemunho, Paulo exalta a pureza de coração (mente) quando fala de pureza e ciência (conhecimento). Longanimidade e benignidade são características que demonstram o caráter positivo do ministério de qualquer obreiro; É praticamente uma exaltação do caráter cristão. A comunhão com o Espírito Santo é um dever, e o amor não uma demonstração hipócrita, usado como ferramenta da falsa modéstia e humildade.

7 – Na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda,

“Palavra da verdade”. Na palavra de Deus como vontade e revelação. Aqui não se refere a bíblia como tal é formatada nos dias atuais, até mesmo porque esta não existia ainda neste tempo.

“Poder de Deus”. O “dunamis” ou poder em grego, fala de energia. A explosão da dinamite é a mais clara sugestão para a compreensão da linguagem do texto. Paulo declara que “o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crer” (Romanos 1.16).

As armas da justiça podem aludir aqui ao escudo e a espada. Cada arma usada em cada braço em tempo simultâneo em uma mesma batalha. Um para defesa, outro para ataque. Duas armas, dois braços. A posição das armas será consequência da habilidade ou da característica de cada soldado, se destro ou canhoto. A posição não importa, mas sim o resultado final. O crente deve saber a hora exata para atacar e também para se defender.

8 – Por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros;
9 - Como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo e eis que vivemos; como castigados e não mortos;
10 – Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo.

Nestes três versos há um paralelo paradoxal tipicamente hebraísta chamado de sinonismo antitético, que constrói com intensidade ímpar o pensamento que se quer passar. Ou seja, o da realidade ideal contrastada com a sugestão ou situação atravessada.
O contraste aqui impacta, contrasta e abre o entendimento para situações ambíguas dentro do mesmo pensamento. Este vai e vem, não deixa de ser claro e lógico, pois permite que se veja uma verdade por ângulos opostos e ao mesmo tempo complementares.

Destacamos aqui também a humildade do apóstolo em relação às situações enfrentadas em seu ministério. Resignação e aceitação são demonstrações claras de humildade diante de Deus por parte de Paulo. Pois passar por tudo que ele passou, não é uma tarefa das mais fáceis. Porém em todas estas coisas ele foi mais que vencedor!

TEXTO ÁUREO: II Cor 6.1.

“E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão”.

NOSSOS OBJETIVOS NESTA AULA SERÃO:

* Conscientizar nossos alunos de o egoísmo não deve ter vez no ministério do líder cristão; e que servir é o lema.

* O ministro deve estar pronto a enfrentar problemas inerentes a obra de Deus.

* Identificar as armas de ataque e defesa do líder-servidor.

DIVISÃO TÓPICA


1 – PAULO SE IDENTIFICA COMO SERVIDOR DE CRISTO (6. 1,2).

1.1 – Paulo Se descreve como cooperador de Deus no ministério da reconciliação (vs 1).
1.2 – Paulo um modelo de líder-servidor.
1.3 – Paulo desperta os coríntios para a chegada do “tempo aceitável” (vs 2).

Paulo se identifica muito com o ministério de Jesus e seus sofrimentos. Para ele não era motivo de vergonha e derrota o sofrimento gerado pela oposição ao evangelho, mas uma honra, pois esta era pela ótica do apóstolo, uma prova de sua aprovação.

Servir ao seu Senhor era um orgulho, um prazer. E que ele era o representante do Senhor neste tempo aceitável o da graça era uma tarefa outorgada pelo próprio Senhor Jesus, e não sua vontade.

2 – A ABNEGAÇÃO DE UM LÍDER SERVIDOR (6. 1-10).

2.1 – O cuidado de um líder-servidor.
2.2 – Experiências de um líder-servidor (vs 4-6).
2.3 – Os elementos da graça que o sustentaram nestas experiências (vs 7-10).

Na visão paulina, as lutas e provas oriundas da pregação fortaleciam suas convicções. As experiências causadas por dores e aflições marcam a alma, formam o caráter do obreiro, e o preparam para enfrentar com mais capacidade as situações adversas em seu ministério. Parece antagônico, mas é uma realidade espiritual, aceita por muita abnegação e amor ao Senhor.

Alguém pode perguntar: Mas que amor é este? O mesmo amor que Cristo teve por nós. Quando Jesus perguntou a Pedro se este o amava, este respondeu sempre com o amor “Fhileu”, nunca com o “Ágape”. Talvez o apóstolo quisesse demonstrar a mesma intensidade de amor recebida, mas não vemos aqui qualquer indício de auto indulgência, religiosismo ou sentimento religioso e humano.

3 – ARMAS DE ATAQUE E DEFESA DE UM LÍDER-SERVIDOR

3.1 – Armas da Justiça numa guerra espiritual ((vs 7).
3.2 – Os contrastes na vida cristã na experiência de um líder servidor (vs 8-10).
3.3 – Paulo dá uma resposta aos adeptos da teologia da prosperidade (vs 10).

Em Efésios 6, Paulo relaciona várias armas, umas de defesa, outras de ataque, vejamos:

Indumentária. Couraça da Justiça (vs 14), calçado com o evangelho da paz (vs 15).

Armas de defesa. Destacamos primeiramente as de defesa, pois os invictos são aqueles que não perdem. Logo defesa é fundamental, exigindo muita cautela, estratégia e sabedoria. O defensor não pode errar, pois corre o risco de não ter uma segunda oportunidade.

Então vejamos: escudo da fé (vs 16), capacete da salvação (vs 17).

Armas de ataque. A palavra de Deus (vs 17), oração (vs 18).

Depois de estar firme na defesa da fé, poderemos atacar. No ataque se erramos, podemos ter outras oportunidades de acerto. Por isto, só atacamos depois de saber nos defender. Aprendendo a arte da defesa, aprendermos as artes do ataque, conheceremos melhor nossos inimigos, suas táticas e poderes.

Se Paulo vivesse hoje em dia, não sei como ele compararia esta luta, usando a metáfora da guerra com os padrões atuais em falando de armamentos bélicos existentes hoje. Porém comparando com o que conhecemos hoje em termos de armamento, percebemos que nossas armas embora simples “são poderosas em Deus para a destruição de fortalezas” I Co 10.4.

Não precisamos da altivez da modernidade para enfrentar Satanás. Ele é o mesmo, e se Paulo e a Igreja o venceram sem as modernidades atuais, é lógico pensar que devemos nos adaptar a oração, ao jejum, a santificação muito antiquados nos tempos atuais, onde reina a teologia, os sofismas, as analogias, as paráfrases intermináveis e as demonstrações retóricas de nossos púlpitos em catedrais. Satanás e seu reino estão aí, nos ares, dominando o mundo com a mídia, com a moda, o consumo, a carnalidade etc.

Escravizando os homens na prostituição, no espiritualismo, nas crendices e pobreza espiritual.
Devemos então como igreja atacar as bases deste império invisível mais real, nos opondo a tudo o que é contra a Deus, sua palavra, a bons princípios e sua igreja.

CONCLUSÃO

Deus abençoe a todos, e uma ótima aula a você caro professor.

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