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    "Porque ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão. Se hoje ouvirdes a sua voz,não endureçais os vossos corações." Salmo 95.7,8(a)

Blog do Preletor Cleber de Amorim

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Lição 06- 2º Trimestre 2009 - Demandas Judiciais entre os Irmãos

Lição 06 – Demandas Judiciais entre os Irmãos

De 10 de Maio de 2009

Comentário: Pb Cleber de Amorim / Criciúma SC
E-MAIL: cleberpalavra@yahoo.com.br
MSN: cleber.comjesus@hotmail.com
BLOG: preletorcleberdeamorim.blogspot.com
Contato: 048 34339454 – 91024300 - 88436842

Comentário da Lição nº 6 da Revista da Escola Bíblica Dominical, das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB) Ed. CPAD, RJ, 2º Trimestre de 2009.

Leitura Bíblica em Classe: I Co 6.1-9.

Divisão Tópica

Introdução

I – Falta de Comunhão Fraterna na Igreja Coríntia

1 – As discórdias pessoais (vv 1).
2 – A falsa espiritualidade.
3 – Imaturidade diversa (vv 1, 5-7).

II – Uma Igreja que Desconhecia a Sua Importância (vv 2-4)

1 – A igreja como juiz futuramente.
2 – Não sabeis? (vs 3).

III – Ensinos Finais Sobre Litígios e Inimizades (vv 5-8)

1 – As causas das contendas.
2 – O cristão e a justiça secular.

Conclusão

Paz do Senhor Jesus Cristo aos abnegados professores (as) da maravilhosa Escola Bíblica Dominical. Você tem um imenso valor do Reino de Deus, pois a EBD lança seus conteúdos e abordagens sobre a família cristã, em todas as faixas etárias, e também no discipulado cristão, atendendo os novos conversos tão carentes da sabedoria de Deus. Seu trabalho ecoará por toda a eternidade, e suas obras te seguirão!

Este domingo será especial, pois teremos a grata oportunidade de abordar um tema importantíssimo, o amor cristão. Embora o tema seja as demandas judiciais entre membros de uma mesma congregação cristã, a extensão do mesmo nos fará observar temas afins como a justiça humana, secular, bíblica doutrinária e a de Deus.

Analisemos então em primeira instância o tema Justiça, seja no âmbito bíblico como secular.


Justiça

Definições

Do latim “Jus” significando direito, lei; do grego “dikaios” significando retidão. A justiça requer atos de retidão e não só de palavras. O justo deve ser altruísta; a justiça consiste em conformidade com uma conduta reta. Envolvem qualidades de caráter como retidão, equidade, santidade, correção e razoabilidade. É então a excelência moral.

Considerações filosóficas

Dos sofistas. Mera convenção social.

Platão. Uma realidade dos mundos invisíveis; a justiça do mundo é mera imitação da verdadeira, a de Deus.

Sócrates. Conceitos de questões éticas, da mente universal. Ou seja, a expressão de leis inatas da alma humana.

Aristóteles. A interferência do pertencente ao todo, da coletividade, ou seja, do estado.

Em matéria de fé, devemos distinguir claramente a função do Estado como defensor dos interesses da coletividade, e suas obrigações básicas como saúde, educação e segurança. Seja ele qual for o seu sistema de governo como Monarquia, República ou Império; e seus poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário (de onde se faz a justiça aplicando as leis), e o Reino de Deus, que nas palavras de Jesus a Pilatos: “Não é deste mundo” (Jo 18.36); e consequentemente não tem uma conotação governamental humana, nem tais pretensões. O cristão vive pela lei do Espírito da vida, que nos rege pelas Leis ditadas por cristo Jesus nosso Senhor!

Notemos aqui que a fé, nos leva a basear nossas atitudes por padrões elevadíssimos vindos de Deus, e conferidos pela sua palavra (Bíblia). E estes padrões por serem divinos e elevados, suplantam os padrões humanos, por serem limitados e finitos. Isaías diz que nossas justiças são trapos de imundícia (Is 64.6).


Porém não será por isso que devemos desprezar o Estado e sua legislação. Devemos sim obedecer à lei e viver livres e em paz.

Paulo nesta lição de maneira alguma despreza a Lei humana, pelo contrário, ele quer nos ensinar que o Cristão vive num padrão muito superior ao do mundo, e como tal terá capacidade de julgar futuramente, no seu Reino, o de Deus, as iniqüidades deste mundo como sistema, bem como as obras dos seres espirituais.

Este tema não é uma invencionice Paulina, mas uma realidade abordada por Cristo aos seus discípulos: “...Vós os que me seguistes, quando, na regeneração, o filho do homem se assentar no trono de sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel” (Mt 19.28). Em Apocalipse 20.4 diz: “Vi também tronos, e sentaram-se sobre eles, aqueles a quem foi dada autoridade para julgar...”.



Justiça de Deus

Definições

“A justiça de Deus é a execução da retidão” - Bancroft

“A lei é obrigada a punir o transgressor, tanto quanto o transgressor é obrigado a obedecer à lei – a lei não tem opção. A justiça tem apenas uma função. A necessidade da penalidade é tão grande como a necessidade da obrigação. A própria lei está sujeita a lei” – Shedd.

“A justiça de Deus é a santidade em ação; é a santidade de Deus manifesta ao tratar com suas criaturas” – Pearlman.



Sua realidade Bíblica

“Não fará justiça o juiz de toda a terra” (Gn 18.5)

“O Senhor é justo no meio dela; Ele não comete iniqüidade; manhã após manhã Ele traz o seu juízo a luz; não falha; mas o iníquo não conhece a vergonha” (Sf 3.5).

“O Senhor está no seu santo templo; nos céus tem o Senhor o seu trono; os seus olhos estão atentos, e as suas pálpebras sondam os filhos dos homens. O Senhor põe à prova ao justo e ao ímpio; mas o que ama a violência a sua alma o abomina. Fará chover sobre os perversos, chuva de fogo e enxofre, o vento abrasador será a parte de seu cálice. Por que o Senhor é justo, Ele ama a justiça; os retos lhe contemplarão a face.” (Sl 11.4-7).

Na realidade bíblica, a justiça é um atributo de Deus. Existem os atributos naturais (do ser): Espiritualidade, Infinitude, Unidade, Onipotência, Onipresença, Onisciência, Sabedoria e Soberania. E os Morais (relacionais com as suas criaturas): Santidade, Justiça, Fidelidade, Misericórdia, Amor e Bondade.

Então moralmente falando (moral foi um assunto abordado no comentário da lição 5), notaremos a manifestação deste atributo quando:

1) Quando livra o inocente e condena o ímpio (Is 11.3).
2) Quando perdoa o penitente (Sl 51.14; I Jô 1.9).
3) Quando castiga e julga seu povo (Is 8.17).
4) Quando salva o seu povo (Is 46.13).
5) Quando dá vitória aos servos fiéis (Is 50.4-9).



As responsabilidades do Cristão como ser de padrão elevado

Irmãos, segundo Paulo nós iremos julgar, portanto seremos juízes. Você já viu como é escandaloso quando um juiz é julgado, e a repercussão que isso tem?

Da mesma forma quando um crente deixa a desejar, ou quando por infelicidade ele tem que se deparar com um tribunal, seja por qual motivo for? Isso não é normal.

Jesus esteve perante o tribunal do Sinédrio (dos judeus), e de Pilatos, porém, como alguém acusado injustamente e mesmo assim “levado a força”.

Paulo exigiu ser levado a tribunais Romanos por diversas vezes, de forma estratégica, para não ser condenado pelos Judeus, interrompendo assim sua meta de chegar até César em Roma, para lhe pregar o evangelho, ou seja, atingir o coração do sistema governamental mundial da época (que ousadia!).



Nós segundo os padrões cristãos devemos:

1) Vigiar em nossos relacionamentos sejam eles comerciais, sociais ou profissionais.
2) Ser justos em nossos negócios obedecendo a leis, regras e normas legalmente constituídas.
3) Estar preparados para suportar as perdas que eventualmente poderão ocorrer.
4) Basear nossas decisões pelo princípio do amor cristão.
5) Não gerar escândalos desnecessários.
6) Mesmo em questões seculares sejam elas quais forem, devemos pedir a unção do Espírito Santo para tomadas de decisões, ou seja, ser espirituais em tudo, não carnais.

A justiça e o litígio devem ser os últimos recursos a serem tomados por um crente. Não desprezamos a justiça terrena, relegando a sua importância a segundo plano, porém não a usamos como recurso para obtenção de vantagens, nem como instrumento de justiça, pois a verdadeira justiça será sempre feita pelo Senhor (Dt 32.35; Rm 12.19; Hb 10.30).

Em questões de litígio na verdade todos saem perdendo, não havendo vencedores. As marcas são perenes, e a comunhão cristã se perde. Porém quando há perdão, pelo menos um lado sai ganhando (o do cristão autêntico), e o nome de Jesus é glorificado. A lei em que a verdadeira justiça se baseia é o amor. Os apóstolos, os pais da Igreja, os mártires sofreram danos, opressões e injustiças, porém todos ganharam o Reino, e entrarão na cidade pelas portas!

Deus te abençoe e te guarde!



Anexo- Reunião Departamento da Escola Dominical - Criciúma -SC



Lição 6 – Demandas Judiciais Entre os Irmãos


Esta lição será riquíssima e de grande valor para nós, pois abordará um dos extremos mais complexos em uma relação cristã, o envio ao judiciário de nossas questões pessoais, e relacionais.
O caso aqui não é de se somente abordar o litígio em si, mas também as suas causas, a sua origem. E o decorrer destas demandas chegarem até o juiz ímpio, gerando escândalos a Igreja de Cristo.

Paulo expõe o fato de a Igreja estar predestinada a julgar (6.2,3), e para isto acontecer a Igreja deve ter um senso de sabedoria muito amplo. Paulo condiciona também o perdão aos irmãos de Corinto, quando fala em aceitar o dano, a perda, o sofrimento até mesmo em amor ao irmão que infelizmente não cumpriu a sua parte no negócio ou trato, causando pesar e tristeza ao outrem.

Nós como cristãos a exemplo de Cristo devemos agir pautados pela lei do perdão. Porém, devemos agir de formas a prevenir certas situações como empréstimos financeiros (a cobrança de juros, a usura não são de Deus!), a compra de imóveis ou bens duráveis ou supérfluos devem seguir regras muitas vezes até mesmo contratuais, o matrimônio deve ser zelado pelo amor e respeito, pois em dias modernos como os nossos, o divórcio só será estabelecido perante uma corte etc.

É claro que a Igreja não está acima da lei, porém a lei civil não está apta a julgar causas espirituais e muito menos apta para discernir o juízo segundo as leis do Reino de Deus! Pois também há corrupção e imoralidades e distorções, interesses etc, no reino dos homens. E os juízes também carecem de salvação, por isso devemos dar um bom testemunho e evitar as contendas e as porfias.


Pb Cleber de Amorim

Lição 05- 2º Trimestre 2009 -A Imoralidade em Corinto

Lição 05 – A Imoralidade em Corinto

De 03 de Maio de 2009

Comentário: Pb Cleber de Amorim / Criciúma SC
E-MAIL: cleberpalavra@yahoo.com.br
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BLOG: preletorcleberdeamorim.blogspot.com
Contato: 048 34339454 – 91024300 - 88436842

Comentário da Lição nº 5 da Revista da Escola Bíblica Dominical, das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB) Ed. CPAD, RJ, 2º Trimestre de 2009.

Leitura Bíblica em Classe: I Co 5.1-6, 9-11.

Divisão Tópica

Introdução

I – Escândalo na Igreja

1 – O transgressor precisa ser confrontado (vv 1-5).
2 – Lançar fora o fermento velho (vv 6-8).
3 – Aplicação da disciplina na Igreja (vv 9-11).

II – A ação Pastoral Disciplinar na Igreja (vv 9-11)

1 – Ação Pastoral e eclesiástica sobre o pecado.
2 – O fermento do erro (vs 6).
3 – A motivação para uma vida Santa.

III – Relacionamentos do Crente

1 – O relacionamento com os não crentes (vs 10).
2 – O relacionamento do crente vivendo em pecado.
3 – A disciplina sofrida pelo infrator.

Conclusão




Paz do Senhor Jesus Cristo aos abnegados professores (as) da maravilhosa Escola Bíblica Dominical. Você tem um imenso valor do Reino de Deus, pois a EBD lança seus conteúdos e abordagens sobre a família cristã, em todas as faixas etárias, e também no discipulado cristão, atendendo os novos conversos tão carentes da sabedoria de Deus. Seu trabalho ecoará por toda a eternidade, e suas obras te seguirão!

Nesta lição, Paulo faz um tratado ético, com abordagem quase cirúrgica, sobre um tema crítico como o pecado de imoralidade, que exige uma tomada de decisão que envolverá a separação do anátema da congregação, pelo perigo da expansão do problema para todo o corpo de Cristo.

Compreendemos claramente a influência do ambiente social Corinto, imoral e pervertido sobre o imaginário cultural das pessoas daquela cidade, com extensões certamente sobre os crentes novos convertidos, carentes da doutrina cristã.

O fato: Um filho que mantinha um caso imoral sexual com a madrasta, mesmo congregando-se com o povo de Deus.

Paulo compara este pecado ao fermento, e nós sabemos que esta alegoria fala claramente da fermentação da massa pelo fermento, aludindo assim a possibilidade do pecado como fermento expandir-se por toda a igreja.

Então vamos analisar os termos originais para pecado:

O termo tem em sua raiz etimológica, várias vertentes, porém sempre com conotações negativas, ex: do grego:
1) Armatia indica errar o alvo, fracassar;
2) Anomia significa desregramento, geralmente no sentido moral (I Jo 3.4);
3) Asebeia significa impiedade (II Pe 2.6);
4) Parabasis = Transgressão (Mt 6.14);
5) Paranomia é a quebra da lei (At 23.3; II Pe 2.16);
6) Paraptoma fala de passos em falso (Mt 6.14; Ef 2.1).

O pecado pode ser um ato ou um estado, e o NT o mostra de várias maneiras, porém sempre de forma negativa.

Uma análise bíblica sobre o fermento, nos ensinará que a abordagem veterotestamentária do termo é simplesmente literal, e que ensinos brotam daí por interpretação. O fato é que não se usou fermento nos pães na véspera da páscoa pela apressada saída Israelita do Egito (Ex 12.11); que o fermento era proibido em todas as ofertas feitas ao Senhor pelo fogo (Lv 2.11; 6.17). Já no NT o termo é usado de forma metafórica simbolizando por exemplo a doutrina corrupta dos Fariseus, Saduceus (Mt 16.6) e o pecado como no caso em apreço nesta lição (I Co 5.6).

O pecado deforma o caráter, e por consequência afeta toda uma congregação (abordamos isso na lição sobre Acã no trimestre passado). Por isso o confronto era eminente, entre a Santidade divina e o pecado na igreja.

Falando em Santidade, devemos nos reportar aos ensinos da Teologia Sistemática que abordando a doutrina de Deus, mostra-nos a Santidade como um atributo “moral” de Deus. Ora, o que é realmente um atributo moral? É aquela qualidade que se destaca no relacionamento entre a pessoa em questão e o mundo a sua volta, neste caso o relacionamento de Deus com as suas criaturas. De sorte que as pessoas que se relacionam conosco é que poderão, afirmar quem verdadeiramente somos. Ou as nossas obras revelam quem somos realmente.

A moralidade é a moral em ação, de sorte que o prefixo “i” denota falta, a não existência. Logo imoralidade é a falta de moral. A moral também é abordada pela filosofia histórica e contemporânea. Diz a mesma ciência que a moral é sinônimo da ética. Porém, percebemos que o termo imoralidade muito comumente está relacionado à prostituição e pecados sexuais.

Etimologicamente sua raiz vem do grego moris que significa costume, vontade ou uso. Sinônimo da palavra grega ethos, que denota ética. Ou seja, modernamente falando a moral é construída pela cultura, meio em que vivemos, padrões mentais constituídos, tradições etc. E a moral é a ética em ação. Nossos hábitos e costumes devem subordinar-se ao evangelho de Cristo, e a conduta por ele indicada (santificação), para a consolidação da salvação. Logo também se entende que não existirá ética, moral e santidade sem relacionamentos que garantam este fato. Precisamos interagir com todos os universos sejam eles os de Deus, os do mundo social, espiritual, humano, acadêmico, familiar etc. Onde estivermos nosso procedimento deverá ser o mais salutar possível.

O que percebemos na doutrina Paulina sem dúvida é o ensino da diferenciação da igreja em relação ao mundo. E a igreja como corpo místico de Cristo deve ter seus padrões de santidade e velar por eles, mesmo que para isso devam ser tomadas decisões temerárias (não arbitrárias), como por exemplo, a disciplina do infrator, que significaria a sua exclusão do corpo. Hoje em dia se fala muito em liberdade humana, e a proibição de julgamentos a membros de congregações com o pretexto de não expor ao ridículo o membro. Irmãos a igreja tem suas normas de conduta com base na lei do Espírito da vida, que não precisam de estatutos ou parágrafos em atas de assembléia interna. As leis de Deus estão intrinsecamente posicionadas na alma humana, perfazendo um conjunto de normas, chamada de consciência. Não precisando de muito esforço para serem compreendidas. O problema do pecado é compreendido pela maioria das culturas humanas, sejam cristãs ou não. E diversas formas de combate têm sido sugeridas para a cura da alma humana. Porém só o sangue de Cristo poderá curar esta chaga.

Que Deus nos ajude nesta luta, que não deve ser hipócrita e subjetiva, e sim sincera, abnegada e idealista.

Que Deus nos guarde do pecado, e nos de a sua graça para sermos sal e luz!

Deus abençoe.



Anexo- Reunião Departamento Escola Dominical - Criciúma - SC


Caro professor, um código de conduta que impõe ao homem limites e regras que contribuem para uma vida sadia e que agrega o homem a uma sociedade, se chamará ética. A ética é este conjunto de valores que formam um caráter e padrões de vida e conduta, que visam o bem estar pessoal e coletivo.

A moral é a utilização prática destes valores, que nos caracterizam em nossas relações externas. Quem se relacionar conosco, ou com a Igreja em que congregarmos, é que verdadeiramente poderá afirmar quem somos através das impressões que nossa conduta e moral refletirem.

Biblicamente o cristão demonstra sua moral por princípios que mesmo em alegoria, nos ensinam o quão produtivo deve ser relacionar-se com um crente, vejamos: Sal (Mt 5.13); Luz (Mt 5.14) Ramos da videira, que devem dar fruto (Jo 15.1-5; Gl 5.22,23) etc.
Porém o prefixo “I” denota a falta de ou alguma coisa. Portanto a imoralidade significa a falta de moral. Geralmente este termo tem conotações negativas no sentido sexual. Paulo fala de imoralidade tal que nem entre os incrédulos se via! (I Co 5.1), como isso seria possível? Pela falta de senso moral de toda uma congregação. Como uma Igreja toleraria isso sem nenhum tipo de restrições?

Paulo, porém adverte a Igreja que uma postura curativa deveria ser tomada urgentemente, e esta postura deveria ser disciplinar, e dar exemplo tanto para a Igreja como para o mundo. Tem pessoas hoje em dia que são contra a disciplina, que acham esta atitude radical demais, e ainda usam a Bíblia dizendo que “não é por força nem violência, mas pelo Espírito!” que na hora certa o pecador vai se arrepender e etc. Paulo chama o pecado de fermento, e todos sabemos que poder e efeitos têm o fermento sobre o todo.

A ação pastoral deve ser incisiva sobre o mesmo, não permitindo o crescimento (inchasso) da massa devido à ação do erro.

A lição além de falar sobre os pecados, também adverte em caráter preventivo, sobre os nossos relacionamentos tanto dentro da Igreja como fora, e nos remete ao testemunho com os de fora, e com a separação com aqueles que não querem nada com Deus, dando um testemunho deveras negativo. A estes, Paulo aconselha até mesmo evitar, pois conhecem a verdade e não se sujeitam a ela, podendo nos fazer cair e pecar como tais.
Como vimos à disciplina tem valor prático, curativo, regulador e restaurador dentro do convívio eclesial.

Pb Cleber de Amorim

Lição 04- 2º Trimestre 2009 - Despenseiros dos Mistérios de Deus

Lição 04 – Despenseiros dos Mistérios de Deus

De 26 de Abril de 2009

Comentário: Pb Cleber de Amorim / Criciúma SC
E-MAIL: cleberpalavra@yahoo.com.br
MSN: cleber.comjesus@hotmail.com


Paz do Senhor aos amados professores (as) da EBD.

Vamos estudar nesta lição de domingo próximo, à essência do ministério na visão Paulina, e consequentemente aproveitando a temática, lançar-nos-emos superficialmente pelas escrituras, principalmente as do Novo Testamento, onde o grego abre-nos uma visão muito ampla sobre o tema em questão, pela diversidade de terminologias e figurações.

Paulo fala aos Coríntios que os crentes têm um papel importantíssimo no reino de Deus: Servir. Sim, Paulo usa a figura do ministério para nos ensinar o proceder como obreiros de Jesus Cristo. “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus” (I Co 4.1).

Em primeiro lugar analisemos os termos gregos que envolvem a temática:

a)Huperetas = Remador de barco (Galela), que remava no andar de baixo das embarcações, sempre regido pelo ritmo dado por um supervisor.
b)Diaconéu = Serviçal tanto de tarefas civis como religiosos. Biblicamente tem haver com servir mesas. Tem haver com o diaconato.
c)Doulos = Literalmente escravo. Douleu, serviço de escravo.
d)Leiturgo= Serviço civil e religioso pago pelo estado. Praticamente servidor público. Ou trabalhador assalariado. Geralmente indicando o serviço sacerdotal, o culto, o ritual, o levirato.

Para a palavra despenseiro, o grego fornece o termo oikomonos, que remete direto a administrador.

Bem como podemos ver tomando como ponto de partida dos termos originais das escrituras, perceberemos que em nenhuma terminologia encontraremos o obreiro, o ministro como alguém com suprema autoridade, revestido de uma aura imperial inatingível e inacessível. Pelo contrário as Escrituras nos mostram o ministro (servo, obreiro, escravo, mordomo, servidor de mesas, administrador etc.) como alguém que trabalha em função de outrem. Imbuído na tarefa de resguardar o bem alheio, e dar até mesmo sua vida pela causa do Mestre.

Vejam bem, as atitudes do ministro devem ser altruístas, desapegadas e desinteressadas. Em Lucas 12.37 há um grande exemplo disso: “Bem-aventurados os servos (Doulos – Escravo) a quem o Senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa, e aproximando-se, os servirá (Diaconei)”

O próprio Senhor nos afirma ser ele mesmo servidor de mesas, nos dando exemplo de como proceder no Reino de Deus.

Igualmente, devemos notar que os servos devem ser chamados por Deus (JO 15.16).
A chamada é um tema muito sugestivo para esta lição, pois dela advém o sucesso no ministério Cristão, afinal renunciar a si mesmo e tomar a Cruz de cada dia não é para qualquer pessoa.
Dou aqui alguns exemplos de homens chamados como Moisés nos capítulos 3 e 4 de Êxodo, Abraão em Gênesis 12, Samuel em I Sm 3, e no caso da lição em apreço o próprio Saulo de Tarso no momento de seu encontro com o Cristo da igreja em seu pleno Poder (Atos 9).

A chamada deve ser confirmada por Deus! Como no caso do Espírito Santo enviar missionários na Igreja de Antioquia (Atos 13). Com milagres e obras divinas e dons ministeriais. Hoje em um mundo fortemente evoluído, ciências humanas como Psicologia, Medicina, Engenharia, Administração etc. já provém métodos para gerenciamento de qualquer atividade humana e social. Devemos fugir destes preceitos puramente técnicos, e não olhar a Igreja e sua missão com olhos estatísticos, administráveis e técnicos! A Igreja de Jesus não é uma empresa, e por conseqüência não deve ser administrada como tal. O ministro não é um profissional, sua formação secular o capacita, o condiciona o ser melhor, e neste caso o Senhor também tem mais condições de usá-lo. Moisés foi educado por certo nas melhores Universidades do Egito, e teve condições de escrever sobre a Gênese do mundo, das espécies, dos astros etc. Paulo era versado, catedrático com uma mente brilhante, e isso o capacitou a falar de Cristo perante autoridades, filósofos, ricos etc.

Poderemos abordar também hierarquia eclesiástica. No caso neotestamentário, se observa claramente duas classes ou posições: Os Bispos (Presbíteros ou Anciãos) e os Diáconos (Servidores de mesa), consagrados posteriormente devido as grandes demandas dos necessitados, pobres e principalmente viúvas, para liberar os Bispos à oração e a Palavra de Deus (Atos 6).

Dons ministeriais são ministrados sobre os ministros (Servos), vide Efésios 4.11. Ali Paulo relata que o Cristo dá dons aos homens (no genérico) e a uns Ele faz Apóstolos, outros Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres.
Percebemos claramente estes não como títulos ou graus hierárquicos e sim capacitações de Deus para uso no cotidiano Eclesiástico.

Em suma, ministério fala de serviço! Muito trabalho na obra de Deus. O escritor aos Hebreus diz: “Ninguém tome essa honra para si, se por Deus não for chamado como Arão!” (Hb 5.4). Porém vimos com preocupação, a inversão de valores de hoje em dia quando muitos são consagrados ao “ministério” por conveniências, acordos, hereditariedade etc. A Igreja não é um Reino, ela faz parte do reino de Deus. Portanto não é uma empresa ou uma Dinastia. Onde está o chamado de Deus? As provas da chamada? Os milagres, a cooperação Divina nos ministérios?

Quanto aos Juízos descritos nesta lição, a intenção do apóstolo Paulo era isentar-se do juízo de muitos naquela Igreja de que Paulo não era apóstolo de Cristo. Paulo afirma a eles que nem mesmo ele se julgaria, pois a chamada era de Deus, e Deus é quem o julgaria então.

Agora o ministro deve ter em mente que, mesmo trabalhando de forma altruísta, e renunciosa ele jamais fugirá do julgamento de seu serviço, seja aqui na terra pelos homens, pela Igreja e por Deus. Como também deverá prestar contas de seu trabalho ali na glória também. Porém lá, o julgamento não será de aprovação, e sim de recompensa, com a entrega de galardões e da coroa (II Tm 4.8).

Deus te abençoe meu irmão, e boa aula!


Anexo - Comentário Reunião Departamento Escola Dominical - Criciúma- SC
Pb Cleber de Amorim

Os despenseiros ou ministros Cristãos devem ser prioritariamente pessoas abnegadas e dedicadas ao Reino de Deus, e não as suas conveniências. Deus nos tem chamado para sermos servos! Perceba, Deus chama, e isto deixa claro que antes de desejarmos ser o Senhor precisa nos permitir ser.

Ele é o dono da obra, e no caso de seu serviço Ele tem a primazia de escolha. A Timóteo, Paulo declara que Deus conhece os que são seus (II Tm 2.19).

Outro ponto importante é que homens podem interferir nos planos divinos, tomando para si a honra que não lhes é devida, pois Hebreus 5.4 diz claramente que ninguém deve tomar para si a honra de ser um obreiro se Deus não o chamar! Que tristeza, a Bíblia é tão clara, mas ainda vemos pessoas não muito humildes tentando ser aquilo que de fato todos vêem, menos ele, que Deus não está no negócio.

O ministério é árduo, espinhoso, difícil. Só mesmo os chamados resistem. Segundo o texto explorado para esta lição, a dois vocábulos são usados por Paulo: Uperetas e oikonomos significando remador e administrador respectivamente. Todos os dois no sentido de serviço laborioso, organizado e sistemático.

Os ministros deverão ter chamada específica e caracterizar-se por Fidelidade, piedade, responsabilidade, integridade e ter familiaridade com a palavra de Deus. Hoje em dia é muito fácil encontrarmos obreiros administradores, construtores e sistemáticos dentro de padrões humanos. Porém a obra carece de obreiros que distribuam os mistérios, as revelações, as dádivas, diretamente de Deus aos corações, e isto será feito a partir da utilização de dons que destacam o lado espiritual da obra de Deus, em contraste com as obras meramente humanas como construções, aquisições e conceitos baseados na lógica e ciência puramente humana.

O verdadeiro obreiro também será aquele que sabe conviver com responsabilidade de seu chamado, as críticas que advirão desta chamada. Somos vitrine, expostos a juízos: de Deus, da Igreja, de nós mesmos e da sociedade como um todo.

Fuçamos das palavras de Paulo a Timóteo nosso lema: “Procura apresentar-te a Deus aprovado!” (II Tm 2.15)

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