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    "Porque ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão. Se hoje ouvirdes a sua voz,não endureçais os vossos corações." Salmo 95.7,8(a)

Blog do Preletor Cleber de Amorim

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Lição 03- 2º Trimestre 2009 -Partidarismo na Igreja

Lição 3 – 2º Trimestre/2009

19 de Abril de 2009

Partidarismo na Igreja

Comentário: Pb Cleber de Amorim AD Criciúma SC
Contatos: 048 34339454 e 91024300
E-mail rodopack@rodopack.com.br; MSN cleber.comjesus@hotmail.com


Paz do Senhor queridos e abnegados professores (as) da EBD. Este tema é deveras importante para a saúde da Igreja. É abrangente, atual e pertinente.

A epístola deixa claro da existência de pelo menos quatro grupos principais entre os crentes Coríntios. Os de Paulo, Pedro, Apolo e os de Cristo.

Destacamos aqui que a causa principal do partidarismo e divisicionismo estão claramente indexados a figuras humanas que com seu caráter, procedimentos e carisma assumem influência sobre pessoas e grupos com pensamentos afins, que se aproximam por semelhanças de caráter, temperamento e ideologias. Isto é naturalmente conhecido pela sociologia e psicologia moderna. Grandes grupos sociais são basicamente formados por frações pequenas de pessoas com tendências comuns.

Podemos então, claramente subentender, que as características de cada um destes líderes Cristãos era estereotipada em cada uma destas ramificações.

Podemos então classificar Paulo como o Apóstolo dos gentios (Rm 1.13). Isto implica certo distanciamento da Lei de Moisés e seus ritos e normas, caracterizando certo “liberalismo” teológico do apóstolo. Sua mensagem certamente tinha um viés modernista e progressista. Além de claro ser fundador da Igreja naquela cidade, o que denotava certamente autoridade do Apóstolo sobre aquela congregação, e orgulho em seus seguidores.

Apolo por sua vez, chega à cidade no capítulo 18 de Atos, com uma retórica e oratória que deixava perplexos seus ouvintes. Paulo teve muitos problemas com os judeus de Corinto, Apolo por sua vez os convencia (At 18.28). Apolo certamente agradava os cultos, filósofos e sábios da congregação, que necessitavam de mais refino das idéias para poder as compreender. Seu caráter, porém, se comprova no fato de não permanecer na cidade, o que o caracterizava mais por Evangelista do que Pastor, o que,
aliás, é característica dos grandes oradores.
Pedro, porém, tem sua imagem indexada fortemente ao judaísmo (Gl 2.7,8), em Atos 10 na conversão de Cornélio isto fica claro, quando de sua dificuldade em compreender a visão do lençol e dos animais imundos, simbolizando os gentios. Talvez fosse admirado por Judeus de Jerusalém que estivessem morando ali, pois ao que tudo indica Pedro nunca esteve em Corinto.

Os discípulos de Cristo certamente eram os mais “espirituais”, devido ao fato de não se submeterem à autoridade apostólica, e reenvidicarem uma administração mais espiritual da Igreja, recorrendo a dons, visões e artifícios metafísicos para a perfeita vida cristã.

Então logo subentendidos os aspectos mais preponderantes de cada líder, compreenderemos o pensamento e demandas dos grupos, e de seus seguidores.

O problema então é: Quem está certo? Como fazer para que os demais se submetam a “verdade”? Como preservar a unidade? Isto não parece estar acontecendo ainda hoje nas Igrejas? Não seria este o caso de tantas divisões ministeriais? Será que a Igreja está se preparando para viver sobre o prisma da convivência entre idéias antagônicas, que mesmo diferentes convergem para a mesma Cruz? Em uma época caracterizada por “Era da Informação”, onde as pessoas exercitam livremente a razão, deveríamos lutar pela multiplicação do saber e dos dons, para o crescimento pessoal dos membros e coletivo da Igreja.

O que deve ficar claro nesta lição, é que cada obreiro tem seu valor na obra de Deus. E que estes jamais devem pelejar por interesses individuais, obtendo assim dividendos para si mesmo. Antes visar o bom andamento da obra do Senhor aceitando o tempo, o momento e a ocasião em que Deus queira recompensá-lo. E acredite, o galardão do homem de Deus está no céu (II Tm 4.8), e não aqui na terra. Quem quiser a coroa aqui, corre sério risco de não a obter ali!


Anexo

Lição 3 – Partidarismo na Igreja


Unificando esta lição com a primeira, podemos notar claramente as conseqüências da manifestação do “Fervor” humano, caracterizado pelo carisma humano e dotes naturais que muitas vezes confundem-se com atributos espirituais como eloqüência, retórica, oratória, aparência, liderança etc.
O foco no homem gera o antropocentrismo. Desta forma o que valerá são normas e códigos objetivos e subjetivos das estruturas puramente humanas. Desta forma o que poderá valer é o que afirma a ciência, a sociologia e a psicologia apenas, sem maiores preocupações com a palavra de Deus. Quando o homem entra em evidência surgem logo situações de risco a Igreja, pois códigos humanos regerão as mentes e formarão um código de senso comum, mais parecido com coletividades animais do que com a coletividade humana civilizada e catequizada.
Imaginemos no caso da lição como não seriam humildes os discípulos de Cristo! Não obedecendo a líderes humanos, pois eram extremamente espiritualizados recebendo os conceitos de obediência “direto” do céu. E os de Paulo, mais evangelizadores e teologizados dos que os de Pedro, aquele “ignorante” e influenciável pescador da Galiléia, que mesmo andando com o próprio Cristo, não tinha a capacidade de pregar com a veemência e eloqüência de Apolo, que discursava dentro dos melhores conceitos de homilia helenística, o que muitas vezes colocava a homilética do grande Paulo em cheque. Que coisa irmãos, não parece que nos dias de hoje vivemos a mesma coisa?
A lição no ponto 2, destaca a diversidades de ministérios, justamente um tema que nos anima a ser seres humanos, a diversidade. Somos todos únicos e ao mesmo tempo gregários. Não é lindo isto? As nossas diferenças servem para nos unir, e contribuir para o nosso desenvolvimento como sociedade e consequentemente Igreja de Cristo. E nisto se manifesta a multiforme sabedoria de Deus.



Deus abençoe a todos.

Lição 02- 2º Trimestre - A Superioridade da Mensagem da Cruz

Lição 02 – A Superioridade da Mensagem da Cruz

De 12 de Abril de 2009

Comentário: Pb Cleber de Amorim / Criciúma SC
e-mail: rodopack@rodopack.com.br
msn: cleber.comjesus@hotmail.com

Graça e Paz a todos os amados professores (as) da amada EBD. Hoje estaremos abordando um tema por demais importante para o cristianismo: A mensagem da cruz de Cristo. Que fique bem claro a cruz não tem significado algum sem Cristo, e também não significa nada sem Ele.

Bem falando em cruz, logo lembramos de condenação, maldição e morte. Biblicamente a primeira menção sobre condenação e exposição por pecados está em Deuteronômio 21.22,23, porém ali a palavra cruz não aparece, pois o hebraico bíblico veterotestamentário não possui uma palavra específica para cruz. Mas o que fica aqui exposto é a síntese da condenação: Morte e exposição pública.

Não cabe aqui uma discussão se Jesus morreu em uma cruz ou em uma estaca, baseado em etimologia de palavras, mas sim por testemunhos e achados arqueológicos e dos pais da Igreja que confirmam a cruz. Este assunto pode até ser polêmico para grupos como as Testemunha de Jeová, por no NT a palavra grega para cruz ser stauros que também significa madeiro. Porém veja as palavras de Tomé: “Se eu não ver os sinais dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos” (Jo20.25); note o plural “dos cravos”. Ele confirma serem dois cravos e não um, denotando assim que cada mão foi pregada a parte. Notemos também que Jesus foi crucificado no ano 18 do reinado de Tibério César, portanto dentro do império Romano, que assim como os gregos haviam copiado este modo de execução dos Fenícios, notórios historicamente por sua violência.

Como podemos ver o propósito da execução pela cruz tinha caráter até mesmo pedagógico, pois expunha o erro, o condenado, e sua Família ao escárnio e desprezo. E afirmar que quem usasse dos mesmos expedientes, seriam condenados da mesma forma, gerando assim um controle sobre o povo.

No NT a cruz tem um significado muito belo, por ser o símbolo da obra redentora de Cristo em favor da humanidade. Nela Cristo converge toda a humanidade para si (Jo 3.14). O que devemos destacar não é a cruz, e sim a sua mensagem, e eficácia sobre o coração daquele que crer nela. Muitos até usam a cruz como símbolo, amuleto, adereço etc. Porém nós não devemos desprezá-la como objeto, como também não supervalorizá-la com intuitos supersticiosos e místicos, atribuindo a ela poderes ou emanações de que ela não possui como implícito está no imaginário popular. O catolicismo adota a cruz como símbolo de seu cristianismo, há também igrejas evangélicas tanto tradicionais como pentecostais (e agora também neo pentecostais... ufa!) que também adotam esta como símbolo. Como também há várias nações e famílias que a adotam como símbolo em seus brasões e estandartes. Porém seja como for, o entendimento da mensagem é o que deverá realmente importar. Pois quem faz a obra não é a cruz e sim o Cristo que nela esteve (não está mais, glória a Deus!).

Exporemos aqui alguns efeitos da cruz de Cristo:

1) Substituição pelos pecadores. A cruz era o nosso Lugar, porém Cristo morreu a nossa morte (Hb 2.9).
2) Sofrimento vicário (substituto). Jesus era o único capaz de nos substituir, por não ter pecado (Hb 2.10; II Co 5.21)
3) Na cruz Jesus estabelece paz entre Deus e os homens, por meio de seu sangue (Cl 1.20).
4) Fez de Cristo nosso único intercessor. Por analogia entendemos que Cristo de braços abertos com uma mão segura o homem, e com a outra o liga a Deus (I Tm 2.5,6).

A muitos outros efeitos da cruz no ministério messiânico (vide Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia de R N Champlin seção de A a C pgs 1025 e 1026). Aconselhamos aqui também o comentários sobre o tema exposto no Dicionário VINE da CPAD, que trará a visão hebraica e grega do tema.

Quanto a lição, fica claro aos professores que a mensagem da cruz deve ter relevância e nortear nossas mensagens, para que nosso ministério seja profícuo e abençoado.

Que a paz esteja com todos,

Boa aula.

Lição 01- 2º Trimestre Corinto – Uma Igreja Fervorosa, mais não Espiritual

Lição 1 - Trimestre 2/2009

Corinto – Uma Igreja Fervorosa, mais não Espiritual.
Comentário: Pb Cleber de Amorim AD Criciúma SC
Contatos: 048 34339454 e 91024300
E-mail rodopack@rodopack.com.br; MSN cleber.comjesus@hotmail.com

Paz do Senhor amados!

Iniciamos aqui mais um trimestre de estudos de nossas lições bíblicas. Neste, trataremos de problemas inerentes a Igreja, que tão propriamente são apontados por Paulo no seu trato com os crentes de Corinto, expressos em sua primeira epístola endereçada aos mesmos, e que são à base de nossos estudos neste trimestre. Os problemas da Igreja Corintiana serviram para uma das mais completas abordagens pastorais do apóstolo. Sua abrangência é imensa, tratando de temas dos mais variados desde o partidarismo, imoralidades, litígios, casamento, dons espirituais e a gloriosa vinda de Cristo e o estado dos mortos em Cristo. A primeira epístola aos coríntios, não se trata de um tratado teológico, e sim um tratado pastoral com abordagem ética, definindo padrões de comportamento e convivência do cristão, com os irmãos, a sociedade e principalmente em seu relacionamento com Deus.

Primeiro vamos nos localizar e nos contextualizar com a Igreja de Corinto.

Corinto era a capital da Acaia, na península do Peloponeso no sul da Grécia, neste tempo uma província do Império Romano. Corinto era uma cidade portuária, cosmopolita, de forte comércio e com uma população estimada em 600.000 habitantes dos quais quase 400.000 sendo escravos. Nos tempos de Paulo, Gálio era o governador desta província (At 18.12 – 18). Corinto era também, muito conhecida por seu modo de vida exageradamente libertino, costume talvez adquirido pelo fato de haver o culto a Afrodite, com sua prostituição institucionalizada como culto sagrado à fertilidade. Diz-se que eram em torno de 1000 sacerdotisas que prestavam estes serviços de prostituição no próprio templo, como adoração a divindade. Por isso o modo de vida dos Coríntios era tão admirado, e gerava expressões como “corintianzar” (se deixar levar pelo modo de vida corintiano), “a donzela de Corinto” (iniciante) e a “enfermidade de Corinto” (doenças venéreas). Foi neste cenário que Paulo morou provavelmente um ano entre o ano 50 e 51 da era Cristã.

Temos aqui então um dos primeiros objetivos da lição que é o de descrever o contexto histórico cultural de Corinto.

Parece bem claro na epístola, que a influência do modo de vida daquela sociedade, gerava pessoas problemáticas demais, o que por conseqüência acabava influenciando a igreja. Fica bem claro que os crentes de Corinto eram permissivos e tolerantes com várias questões e práticas que não cabiam dentro do evangelho.

Todavia, entretanto e, porém, além de serem assim, os membros da igreja tinham a fama de muito fervor e fé. Destacavam-se pelos seus cultos barulhentos e afogueados recheados de manifestações de dons espirituais, o que lhe dava uma conotação de igreja perfeita. Porém os problemas também tinham espaço entre seus membros, e na maioria em excesso. Precisamos ser muito espirituais para compreendermos como Deus ainda trabalha em meio a situações assim. Talvez por misericórdia, longanimidade e por interesses de salvação Ele insistisse com estes crentes. Paulo com certeza estava sendo usado por Deus para a correção destes.

O que aprenderemos nesta lição, é que toda igreja precisa ter uma boa relação entre dons espirituais e frutos do Espírito Santo. Quando somos usados em algum dom de Deus, naquele momento somos instrumentos. E como nesta analogia não podemos ser inanimados, sem iniciativa e participação no processo espiritual. Daí damos vazão a inércia espiritual e não estaremos a altura de servos, permitindo que toda e qualquer ignorância acerca das coisas de Deus atrapalhe nossa convivência com Deus, irmãos e a sociedade. Daí seremos neófitos, meninos na fé e imaturos.

Quando atingimos a maturidade, diz-se que realmente somos espirituais, pois agora somos não somente instrumentos, mais servos e amigos de Deus. Neste estágio da vida cristã, descobrimos a voz de Deus e sua vontade. Não analisamos mais as coisas por princípios racionais ou naturais, e sim pelo espiritual. Andamos na lei do Espírito obedecendo e sendo abençoados, gerando frutos para a glória de Deus.

Aluno, este comentário não tem por objetivo referenciar todos os versículos e tópicos da lição, isto você certamente já fez. Nosso intento é apenas esclarecer o tema e dar novas abordagens ao mesmo, com o objetivo de enriquecer sua aula. Seja criativo abordando dados históricos sobre corinto, sua localização geográfica, sua cultura, sua economia etc. Deus vai lhe abençoar com certeza!

Um abraço forte em Cristo.

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