Blog do Preletor Cleber de Amorim

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Lição 2 - O Consolo de Deus em meio a Aflição

Lição 2 Trimestre 1 de 2010

Comentário da lição 2, do trimestre 1, de 2010, da lição da Escola Bíblica Dominical, CPAD/CGADB 2010.

Comentarista: Pb Cleber de Amorim.
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Título: O Consolo de Deus em meio a Aflição

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 1.1-7.

Saudação
1 – Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia.
2 – Graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso pai, e da do Senhor Jesus Cristo.
Ação de Graça
3 – Bendito seja o deus e pai de nosso senhor e salvador Jesus Cristo, o pai das misericórdias e o deus de toda a consolação.
4 – Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação que nós mesmos somos consolados por Deus.
5 – Porque, como as aflições (sofrimentos) de Cristo são abundantes em nós, assim também a nossa consolação sobeja por meio de Cristo.
6 – Mas, se somos atribulados, é para nossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, o qual se opera, suportando com paciência as mesmas aflições (sofrimentos) que nós também padecemos.
7 – E a nossa esperança acerca e vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições (sofrimentos), assim o sereis na consolação.
Obs.: Palavras em negrito e sublinhadas são as chaves para este estudo.
Cabe aqui uma observação. O versículo 8 do mesmo capítulo, é a chave da compreensão do pensamento central desta doxologia (VS 3-7), quando diz: “Porque não queremos, irmãos que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima de nossas forças, a ponto de desesperarmos até pela própria vida”.
O apóstolo não está falando da tribulação como um tema, mas sim de um fato específico. Não sabemos qual a natureza desta tribulação acontecida na Ásia, mas ela deve ter sido severa, pois quase lhe custara à vida. Enfermidade? Perseguição? Tortura? Prisão? Ao certo não sabemos, mas o verso nos dá uma visão do suplício a que passara o servo de Deus. Também fica claro que esta tribulação, sobreveio de suas atividades evangelísticas, e não sem propósitos. O certo é que o apóstolo usa este tormento como combustível de sua adoração. Somos assim também? Adoramos, e ministramos sob as mais adversas situações?

PALAVRAS CHAVES DOS VERSÍCULOS

Vs 1 – Apóstolo, Santos.
Vs 2 – Graça.
Vs 3 – Misericórdia, Consolação.
Vs 4 – Tribulação, Consolação, Angústia.
Vs 5 – Sofrimentos de Cristo.
Vs 6 – Tribulação, Salvação, Conforto, Paciência, sofrimentos (aflição).
Vs 7 – Esperança, Sofrimentos (aflição), Consolação.

Apóstolo. Gr Apóstolos= Embaixador, Mensageiro, Enviado Extraordinário, Representante. Os doze apóstolos, Mt 10.1-4; Lc 6.12-16. Paulo e Barnabé eram apóstolos, At 14.14. Os apóstolos tinham doutrina, At 2.42. O fundamento desta doutrina é Jesus Cristo, Ef 2.20; 3.5. São dados a igreja pelo próprio Senhor Jesus, Ef 4.11.
Paulo em II Cor 1.1 se declara: Apóstolo de Cristo e pela vontade de Deus! Em I Cor 9.1,2 ele diz que a maior prova de seu apostolado é a igreja de Corinto. E que se ele não o fosse de fato, pelo menos o seja aos corintos, por tê-los ganhado para Cristo.
Apóstolos necessariamente têm: Autoridade de Deus, Mt 10.16,18; 18.18. Mc 16.15 etc. Operam milagres, At 2,43. Testemunham, Lc 24.48. Sofrem (ao), Jo 15.20.
Santos. Gr Hagios= Separados. Paulo declara que os crentes de Corinto, mesmo em sua maioria terem problemas graves de conduta moral e espiritual, ainda assim formam a Eclésia de Deus, e por terem sido tirados das trevas para a luz, estão separados do mundo pelo conhecimento do evangelho. Esta separação os confere a serem santos, ou separados do mundo.
Graça. Gr Xáris= Favor. No caso da salvação, um favor imerecido. Ela se revela aos homens por intermédio de Jesus Cristo, em sua obra redentora, trazendo salvação ä todos os homens” Tito 2.11.
Misericórdia. Gr Oiktirmos= Compaixão, pena, dó. Sentimento de respeito ao sofrimento alheio. Assim deus nos vê em nossas necessidades e situação espiritual, mental, social, física, profissional etc. Ele como pai das misericórdias provê o necessário para que passemos a provação. Heb Hessed= Compaixão, fidelidade, companheirismo. É a presença constante e fiel “junto” ao sofrimento alheio. Deus sempre esteve com Israel no deserto, provendo sombra, luz, calor , maná, carne e água. Por isso se declarava o Deus fiel, da aliança e da misericórdia, Dt 7.9.
Consolação. Gr Paraklesis= Encorajamento, Exortação, Consolo. Esta é a obra do Espírito Santo o paracleto divino, Jo 14.16; At 2.1-8. Da mesma natureza que ele (Outro=Airos do grego, que significa outro da mesma natureza , Jo 14.16) enviado por Cristo, para ajudar a Igreja a cumprir o seu ministério. Portanto a Consolação é uma obra divina sobre a vida do crente fiel, que sofre por causa do evangelho de cristo Jesus. Isto não quer dizer que ele não nos console em outras ocasiões, como por exemplo, nas fraquezas, Rom 8.26. Consolação também pode ser entendida como conforto.
Tribulação. Gr Telifei. Aflição, Adversidade moral. As tribulações em nossa vida são providas pelo mundo dominado por Satanás, que não nos quer ver vivendo bem na presença de Deus, muito menos fazendo a sua obra com êxito.
No verso quatro, Paulo nos ensina que o verdadeiro crente, deverá saber consolar não apenas de forma teórica e subjetiva, mas sim com a prática de seus próprios infortúnios e dissabores. Com a experiência da vivência, de passar a prova, a tribulação e receber o consolo do Espírito Santo em nossas vidas, poderemos falar de cátedra, e causar ímpactos profundos nos corações daqueles que por nós forem assistidos. Lembre-se que todo bom exortador (Parakelan), é também um bom consolador (Paraklesin), visto que ambos os termos têm a mesma origem, ou seja, no Espírito Santo, o Consolador ( Parakletos).
Angústia. É o efeito da tribulação na vida do crente. Modernamente falando seria a base de todo o stress, depressão ou declínios do ânimo da alma. Devemos entregar estes sentimentos ao conhecimento de Cristo, e confiar em seu poderoso Consolador, e ter a experiência sublime da Consolação em nossas almas.
Sofrimentos de Cristo. Paulo fala dos sofrimentos messiânicos de Cristo, como exemplo maior de tribulação. Serve-nos estes sofrimentos como motivação para persistir, pois estes já haviam sido profetizados como intrinsecamente ligados aos salvos, pelo próprio Senhor Jesus, Jo 15.18-21. Porém também acompanhados de incontáveis vitórias, Rm 8.31-39. Paulo parece ver uma necessidade deste detalhe na vida do crente, Rm 8.17.
Salvação. É o resultado da morte de Cristo na Cruz. Parece-nos pertinente, considerar que a tribulação na vida do crente produzirá uma forma de confirmação de nossa salvação, segundo o que Paulo nos sugere no verso 6. Cristo fez a sua parte, pagando um alto preço. Nós não precisamos beber este cálice, nem pagar este preço, pois a salvação é pela graça e é dom de Deus, Ef 2.8. Porém as provações nos capacitará a sermos dignos desta salvação.
Paciência. A atitude de todo crente fiel a Deus. .
Sofrimentos. Por mais incrível que pareça, na visão paulina os sofrimentos parecem existir para nos capacitar e sermos parecidos com Cristo e dignos de sua glória futura, Rm 8.17. Aos corintos, parece claro que o apóstolo não condiciona, mas sugere que os sofrimentos são bons meios de conhecermos a graça de Deus, ou a profundidade desta graça, que não termina no momento do novo nascimento, mas continua durante a vida cristã terrena.
Esperança. Gr Eidotes. Confiança extrema. No versículo 7, esta esperança “está firme”, ou “Bebaios” no original grego. Designando assim uma raiz ou uma âncora. Em Rm 8.18, Paulo nos deixa seguro sua firmeza de fé (esperança), em participar do futuro glorioso da Igreja com o Senhor no céu.

TEXTO ÁUREO: II Cor 1.3
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação”.

DIVISÃO TÓPICA

1 – UMA SAUDAÇÃO ESPECIAL E INSPIRADORA.

1.1 - Sua identificação pessoal e os destinatários.
Paulo refere-se a si mesmo como apóstolo, e os crentes como santos e igreja de Deus. Nunca devemos esquecer-nos destes pontos. A igreja é um conjunto, um corpo, uma unidade, que independendo das atitudes individuais de “alguns”, jamais deixará de ser a igreja de Deus.
E as provas de seu apostolado (ministério), nos servem por base para a aceitação de nosso próprio ministério, bem como o do dos que estão a nossa volta também sendo chamados por Deus. (ver comentário sobre apóstolos acima, e sobre apostolado na lição anterior).
1.2 - O apostolado paulino e a vontade de Deus.
Paulo deixa bem claro aos coríntios, que sua vocação e chamada vierem do próprio Senhor. Atos dos apóstolos deixam isto muito claro. Talvez alguns destes fatos, poderão nos ajudar a compreender de onde vem este desprezo ao ministério do apóstolo:
a) Sua teologia mística, afastada de ritos e liturgias (salvação pela graça, a justificação pela fé, a adoção e a transformação do crente a imagem de Cristo). Tudo muito diferente do ritualismo mosaico e sua liturgia cerimonialista.
b) Sua fraca oratória e aparência (II Cor 10.10).
c) O fato de não ter feito parte dos doze apóstolos originais.
d) Sua personalidade marcante, firme e forte.
e) Sua oposição a graves desvios morais por parte de muitos crentes (II Cor 12.21), o que poderia lhe render represálias e oposição.
Poderíamos descrever muito mais coisas, mas para não excedermos em tempo e espaço ficaremos por aqui neste ponto.
1.3 - Sua saudação especial.
O verdadeiro obreiro de Deus é pacificador, e semeador de boas sementes. Lembre-se de que sempre estamos semeando. Não existe semente neutra no reino de Deus. Ou semeamos boas sementes, ou más. Seja você também um verdadeiro obreiro de Deus. Paulo tinha motivos sobejos para desprezar os coríntios, mas por amor, insistia com estes.

2 – AFLIÇÃO E CONSOLO

2.1 - Paulo, sua fé e gratidão.
Paulo agradecia a Deus pelo perdão dos pecados tantos dos coríntios bem como os seus. A este Deus, Paulo chama de Pai das misericórdias.
2.2 - O consolo divino e o comunitário.
Paulo retrata a consolação como dom de Deus para cada crente, mas que por fim, e por intermédio de seus servos é espalhada para toda aIigreja, pessoas e nas mais variadas tribulações pelas quais passamos ou passaremos.
2.3 - A aflição na experiência cristã.
Aflição, tribulação e angústia, são eventos que acompanham a fidelidade da fé dos filhos de Deus. Por isso Pedro fala de bem aventuranças para os crentes que mesmo fazendo o certo, ainda assim são atribulados, I Pedro 2.20,21. Infelizmente a teologia neo pentecostal da prosperidade e a confissão positiva, ensinam erroneamente que o crente “abençoado” realmente ,não ficam enfermos, não passam por lutas etc. Para os momentos difíceis em nossa vida, existe o consolo do Espírito, bem como o da Igreja provada, porém experimentada nos “trabalhos”, ou seja, sofrimentos de Cristo. Por isto revestida com o dom da misericórdia e consolação, para cumprimento de sua chamada.

3 – AMARGURA E LIBERTAÇÃO

3.1 - Paulo enfrenta uma terrível tribulação.
Demonstrando uma intimidade maior com os coríntios, do que com outra igreja, Paulo revela detalhes surpreendentes de seu ministério, mais do que em qualquer outra epístola. Aqui ele fala desta tribulação que não sabemos ao certo, mas que foi de grande intensidade, visto o desespero pela sua própria vida (Vs 8).
3.2 - Paulo confia em Deus para a sua libertação.
A confiança em Deus expressa no Vs 10, mostra que as tribulações servem para acréscimo de fé, para nossos ministérios.
3.3 - Paulo confiou em Deus e foi liberto.
Todo crente deve confiar acima de tudo, no poder consolador e sempre presente de Deus em nossa chamada. Aquele que nos chama, nos confirma, nos provê, e dá provas de sua providência em nossas chamadas.

CONCLUSÃO

As lutas e provações não são promessas para nossas vidas. Porem também não é prometido aos crentes um paraíso na terra, sem lutas, enfermidades ou dissabores terrenos. Preparemo-nos para o dia mau (Ef 6.13), confiando sempre no poder consolador (graça) do Senhor Jesus Cristo, no amor de Deus Pai e na comunhão do Espírito Santo (II Cor 13.13).
Deus abençoe a todos, e uma ótima aula a você caro professor.

1 Response to "Lição 2 - O Consolo de Deus em meio a Aflição"

  1. JOARES says:

    A Paz do Senhor
    fiquei mui feliz com ajuda obtida através de seu estudo desta segunda lição.
    Um forte abraço amado.
    JOARES AMORIM - JOINVILLE

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